Os dados do Programa Nacional do Livro e Leitura (PNLL),
dos Ministérios da Cultura e da Educação, mostram que o número de projetos
cadastrados saltou de 162 em 2006 para quase 600 em 2008, por exemplo. O número
de iniciativas que facilitam o acesso da população ao livro vem crescendo e
sendo visto com mais importância.
As
famosas máquinas que vendem livros no metrô de São Paulo, por exemplo,
certamente é o maior projeto sustentável de formação de leitores e criação do
hábito de leitura, segundo seu próprio fundador, Fabio Bueno Netto. A empresa
24x7 Cultural, que foi criada em 2003, tem o objetivo de gerar lucro e
incentivar à leitura.
Se
autoconsiderando uma dessas pessoas que decide mudar o mundo, planeja e sai
fazendo, Fabio é médico, mas afirma só atuar em medicina preventiva. “A
alfabetização funcional, longe de qualquer outro, é o fator de maior
importância na redução da mortalidade infantil”. Fabio pretende espalhar as
máquinas por outras cidades além de São Paulo e Rio de Janeiro. “Vão desde a
expansão em locais de grande quantidade de gente, como hospitais, até escolas
com máquinas itinerantes e de incentivo à escrita”. O Metrô congratula a
iniciativa do empresário, mas cobra R$ 700/mês por m2 pela autorização de uso.
“Temos muitos parceiros que nos ajudam e incentivam como podem, mas também tem
um monte de gente com o poder de barrar o que fazemos e não nos dão sossego”,
afirma Fabio.
![]() |
Rosamaria Murtinho no projeto Lê Pra Mim, em Salvador, BH. (Foto: Marcelo Lelis/Ego Notícias)
|
Para a
professora e doutoranda em Literatura Cognitiva da USP, Lidia Spaziani, ler
muda a forma de pensamento e isso recai em nossas ações. “Ao ler, encontramos
nossa identidade em comparação com os personagens das histórias lidas, é
inevitável não nos revermos, repensarmos durante e após a leitura. Ampliar seu
acesso é importante para que o brasileiro possa se repensar, se refazer e
evoluir”, avalia Lidia.

0 comentários:
Postar um comentário